Viagem para Minas Gerais Icone Igreja

COISAS DE MINAS



Queijo

QUEIJO DO SERRO


Transportado antigamente em lombo de burro, pelas tropas, envolvidos por jacás de taquara ou em bruacas de couro cru. Durante o período colonial, tornou-se um produto estrategicamente utilizado nos garimpos de ouro e diamantes da região. Em 1772, uma circular do Governador de Minas, Conde de Valadares, ordenou que o Comandante das forças policiais do local instruísse os postos de fiscalização para "furarem os queijos que passassem pelos Registros, para exame", a fim de evitar o contrabando de pedras preciosas a qualquer produto agrícola que tenha sido produzido em um local específico. Cada queijo tem sabor único, tendo destaque o terroir do queijo da região do Serro, formado pelo ambiente físico, biológico e modos de produção, variando de acordo com o produtor e as estações do ano.

O MODO DE FAZER O QUEIJO: PATRIMÔNIO IMATERIAL DE MINAS GERAIS E CULTURAL DO BRASIL


O modo de fazer o queijo artesanal do Serro foi reconhecido no ano de 2002 pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais – IEPHA-MG, sendo o primeiro bem cultural a ser registrado como patrimônio imaterial no Brasil. Candidato à Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. Em 2022 foi solicitado ao IPHAN e aprovado por seu Conselho Consultivo a apresentação da candidatura dos Modos de Fazer o Queijo Minas Artesanal à Unesco, com vistas a sua inclusão na Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. Com a revalidação do registro pelo IPHAN, em 2021, este bem cultural teve seu título alterado para Modos de Fazer o Queijo Minas Artesanal, ampliando o território de abrangência do registro. Posteriormente, em 2008, veio a ser reconhecido em nível nacional pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, IPHAN.

CARACTERÍSTICAS DO QUEIJO MINAS ARTESANAL DA REGIÃO DO SERRO


Com maturação mínima de 17 dias, forma uma casca com crosta fina e amarelada com coloração de gema de ovo, adquirindo um sabor acentuado e característico.

Nos últimos anos alguns produtores têm optado por não lavarem os queijos, o que resulta em um produto diferenciado. Nas regiões mais úmidas, há a formação de um queijo de casca florida, podendo agregar valor ao queijo.

Os fungos e as bactérias que proliferam nas cascas dos queijos, produzem enzimas que alteram o sabor, o aroma e a textura dos queijos.

As características que formam esse terroir, que deram o registro de Indicação Geográfica ao Queijo da Região do Serro foram estudadas cientificamente com o objetivo de entender melhor sua influência sobre o produto final, que já conquistou prêmios internacionais.

SOBRE O NOSSO QUEIJO


Produzido através de um saber transmitido há várias gerações, com leite de vaca cru integral, coalho, pingo e sal, com a massa crua prensada à mão artesanalmente, posteriormente o Queijo da Região do Serro passa por um processo de maturação. Faz parte do processo de produção: a lavagem e a escovação da casca, feita a cada três dias e que é chamada de ralação ou grossagem.



Cachaça Mineira

CACHAÇA MINEIRA


A cachaça é um dos maiores símbolos da cultura mineira. Produzida artesanalmente há séculos, ela carrega o sabor da tradição e da hospitalidade do povo de Minas Gerais. Cada gole revela o cuidado no processo de fabricação, que vai desde a escolha da cana-de-açúcar até o envelhecimento em tonéis de madeira, conferindo aromas e notas únicas. Mais do que uma bebida, a cachaça mineira é patrimônio cultural, presente em festas, encontros familiares e rodas de conversa, sempre acompanhada de boa prosa e alegria.